Ora viva, leitores do RD. Estive cerca de 2 semanas sem publicar a rubrica, com muita pena minha. Nesta semana, consegui arranjar um tempo para poder dar asas à escrita e falar sobre música.
Numa altura em que músicos falecidos são cada vez mais condecorados / consagrados, esta semana não podia deixar de falar no grande génio que foi Freddie Mercury. Passaram-se 18 anos da sua morte e, ainda hoje, o líder dos Queen ainda deixa muitas, muitas saudades.

Uma Banda Épica
Estamos em 1968. Brian May e Roger Taylor são estudantes no Imperial College, em Londres. Na altura, figuravam numa pequena banda chamada Smile, juntamente com Tim Staffell, que entretanto abandonou a banda. Na altura em que Tim abandona os Smile, este sugere que um rapaz chamado Farrokh Bulsara tomasse o seu lugar. A.K.A. Freddie Mercury, nome artístico que rapidamente iria adoptar.
É também Freddie que baptiza a banda de Queen e, em 1971, o quarteto fechava-se com John Deacon. A disposição tinha May na guitarra, Freddie na voz e piano, Taylor na bateria e Deacon no baixo.
Em 1973, finalmente aparecia o primeiro álbum de originais da banda, intitulado Queen. No entanto, apesar do relativo sucesso de “Keep Yourself Alive“, o álbum homónimo não foi um êxito e a banda começava a ter dificuldades em assentar no mundo da música. Isso viria a confirmar-se ainda mais no segundo álbum, simplesmente intitulado Queen II. No Reino Unido a banda iria conquistando o seu espaço, mas nos Estados Unidos, que era o grande mercado da altura, os Queen simplesmente não conseguiam arranjar espaço.
Sheer Heart Attack, de 1974, foi o primeiro grande sinal da força dos Queen. Embalado pelos singles Killer Queen e Brighton Rock, era finalmente reconhecido o talento da banda e era finalmente o primeiro grande sucesso da banda. Todo este hype iria ganhar contornos decisivos quando A Night At the Opera, de 1975, é lançado.
A Night At the Opera é o culminar da caminhada rumo ao estrelato. Desde Bohemian Rapsody até The Prophet’s Song, todo o trabalho está recheado de clássicos instantâneos. Bohemian Rapsody é mesmo uma das mais geniais composições da história da música rock, considerada uma das melhores músicas de sempre.
O álbum Night at the Opera definiu um novo padrão, não só para os Queen mas para todas as bandas que aí se seguiam. A legião de fãs começou a crescer exponencialmente e, a partir deste momento, seria sempre a subir.
Poderia agora estar a falar dos restantes álbuns, tais como News of the World, The Game, Kind of Magic, enfim, qualquer um espelha bem a essência deste quarteto, que seria tragicamente desfeito, com a morte de Freddie Mercury, em 1991.
Uma das maiores de Sempre

É inegável o talento e o carisma dos Queen, até nos dias actuais. Uma autêntica referência para a nova geração, músicas que ainda marcam a actual era. É uma pena que tudo tenha acabado praticamente com a morte de Freddie, porque a reunião com Paul Rodgers, sem tirar mérito ao ex-Bad Company, não teve muito sucesso, sendo até bastante criticada pelo público. Os fãs preferem ficar com a memória dos Queen com Mercury a comandar as hostes. Aliás, os Queen foram considerados, numa poll britânica da BBC, como a maior banda de sempre. Palavras para quê? Fiquem com um grande clássico, intitulado “Crazy Little Thing Called Love“. Até para a semana.
Queen – Crazy Little Thing Called Love
