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Portugal
obteve o 9º lugar em reutilização/valorização de veículos em
fim de vida (VFV) entre os 27 Estados-membros da União Europeia,
atingindo uma taxa de reutilização/valorização de 85,7 por cento.
Estes
dados acabam de ser divulgados pelo Eurostat e dizem respeito ao ano
de 2007. Em 2006, primeiro ano em que estas estatísticas foram
divulgadas, Portugal ocupava o 10. º lugar.
Em declarações ao AmbienteOnline, Ricardo Furtado, director-geral da Valorcar, considera que esta classificação «é o reflexo da qualidade do trabalho que tem vindo a ser desenvolvido em matéria de gestão de VFV a nível nacional, embora não nos faça esquecer que temos ainda muito a fazer para garantir que este nível de resultados se mantém nos próximos anos».
De
acordo com a legislação comunitária, Directiva 2000/53/CE, desde
2006 que os Estados-membros estão obrigados a cumprir uma taxa
mínima de reutilização/valorização de 85 por cento, em peso, por
VFV.
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O
volume de negócios do sector do ambiente cresceu 5 por cento, em
2008, de acordo um levantamento feito pela Apemeta – Associação
Portuguesa de Empresas de Tecnologias Ambientais junto das suas
empresas associadas.
Depois
de nos últimos anos (2006 e 2007) o ambiente ter registado um
crescimento anual do volume de negócios na ordem dos 15 por cento,
em 2008, apesar do cenário de crise económica, continuou a
verificar-se um crescimento do volume de negócios do sector, embora
mais moderado, segundo o inquérito efectuado de Julho a Outubro de
2009.
Ainda
assim, o sector assistiu em 2008, e pelo segundo ano consecutivo, a
uma quebra do emprego, com um decréscimo do número de trabalhadores
de um por cento, segundo os dados da associação. A pouco mais de um
mês do fecho do ano de 2009, constata-se existir uma quebra de
confiança dos empresários do sector, evidenciada pela contenção
das expectativas do volume de negócios para o ano em curso, salienta
a associação.
Apesar
de no ano transacto cerca de 90 por cento das empresas terem
aumentado o seu volume de negócios, só metade dos empresários
prevêem aumentar o volume de negócios em 2009, 37 por cento estimam
manter e 13 por cento esperam descer o volume de negócios, face ao
valor de 2008.
A
Apemeta representa 133 empresas do sector do ambiente,
maioritariamente pequenas e médias empresas e 20 por cento de
grandes empresas, que representam mais de 12 mil trabalhadores e de
mil milhões de euros de volume de negócios.
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A Ad Mensuram foi
seleccionada para a realização da Certificação Energética e de
Qualidade do Ar Interior do Hospital Professor Fernando Fonseca
(Amadora-Sintra).
A escolha foi feita no
âmbito do Sistema Nacional de Certificação Energética e da
Qualidade do Ar Interior nos Edifícios (SCE).
A empresa, sob a marca
JesusFerreira Consultores, consolida assim a sua aposta no sector da
saúde. A Ad Mensuram trabalhou recentemente, nas áreas de
eficiência energética e qualidade do ar, com as CUF de Torres
Vedras e Santa Maria de Belém, Novo Hospital de Cascais, Hospital da
Luz, Hospital Curry Cabral, Hospital do Divino Espírito Santo (em
Almada), entre outros.
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O município de Pombal decidiu apoiar o
movimento “Vamos limpar a floresta portuguesa num só dia”.
Promover a divulgação do evento e contribuir para o esclarecimento
de todos os interessados, com vista a fomentar a adesão de
voluntários do concelho, são os propósitos da autarquia.
O projecto “Vamos limpar a floresta
portuguesa num só dia” nasceu em Portugal, a partir de um grupo
de amigos que resolveu replicar um projecto desenvolvido na Estónia
em 2008. Em poucos dias estava em marcha um movimento cívico que
conta já com cerca de 6000 voluntários.
Neste momento já muitas pessoas
acreditam que é possível concretizar esta acção. A ideia é
juntar o maior número de voluntários e parceiros, para que todos
juntos, no dia 20 de Março de 2010, procedam à limpeza da floresta
nacional.
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O consumo médio diário de cada
português é de 109 litros, um valor que passa para os 137 litros se
considerarmos um consumidor urbano. A esta quantidade há que juntar
mais 121 litros correspondentes às perdas de água e aos consumos
autárquicos, para lavagem de ruas ou rega de espaços verdes. Os
resultados constam de um estudo divulgado pela Aquapor, que analisou
os hábitos de consumo de 288 mil habitantes, distribuídos por 10
municípios, entre 2005 e 2008.
Segundo a Aquapor, o litro de água
custa, em média, 0,0023 euros. A empresa conclui também que 40 por
cento dos consumidores nacionais gastam mensalmente 11,75 euros na
factura da água, a qual também já inclui o saneamento e a recolha
do lixo. Este montante significa que o consumo é igual ou inferior a
cinco metros cúbicos.
A análise apurou ainda que 16,6 por
cento dos contadores considerados apresentam um consumo zero, por se
tratar de habitações de emigrantes, segundas habitações,
contadores de garagem ou anexos, ou até contadores avariados.
No capítulo das perdas de água,
os dados do Instituto da Água, citados no estudo, revelam que 32 por
cento da totalidade do volume captado seja desperdiçado antes de
chegar à torneira do consumidor. Para combater este desperdício, a
Aquapor sugere o reforço ao combate às ligações clandestinas e a
redução das perdas técnicas (roturas e fugas “permanentes”).
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As
despesas dos municípios portugueses em gestão de resíduos
absorveram 76 por cento dos valores destinados à gestão e protecção
do ambiente, em 2007. A Beira Interior Norte e a Região Autónoma da
Madeira foram as regiões que apresentaram os valores mais elevados
de despesas municipais em gestão de resíduos por mil habitantes, de
acordo com o Anuário Estatístico Regional 2008 do Instituto
Nacional de Estatística (INE), divulgado esta semana.
A
segunda maior fatia das despesas de gestão ambiental vai para a
protecção da biodiversidade e da paisagem (21 por cento). Os
municípios portugueses atingiram, no global, os 580 596 milhares de
euros em despesas no sector do ambiente.
Em
média, as despesas dos municípios no ambiente representam 11 305
euros por mil habitantes. A Região Autónoma da Madeira, a região
da Grande Lisboa e a região do Pinhal Interior Sul foram aquelas que
mais despesas fizeram por habitante. Do lado contrário, as regiões
do Ave, Tâmega, Entre Douro e Vouga e Região Autónoma dos Açores
foram as que apresentaram menores capitações.
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A
EDP está a estudar soluções para construir, em Angola, uma central
eléctrica de ciclo combinado, contribuindo para solucionar as
carências energéticas do país, disse hoje António Mexia,
presidente executivo da eléctrica nacional, citado pela Lusa.
«As
centrais de ciclo combinado são a solução que dá uma resposta em
tempo útil com a vantagem de que será utilizado gás angolano»,
afirmou o responsável, à margem da inauguração da central de
ciclo combinado a gás natural da EDP, em Lares, Figueira da Foz.
Na
cerimónia de inauguração da central, três meses após ter entrado
em funcionamento, esteve também presente José Sócrates, que se
referiu ao projecto como «um trabalho bem feito».
A
central de Lares representa um investimento de 400 milhões de euros,
e é a primeira das quatro centrais do género licenciadas em 2006 a
entrar em produção. Os dois grupos de 431 MW cada entraram em
produção em Agosto e Setembro, representando uma potência total de
862 MW e uma produção anual de electricidade calculada em 4 mil
GW/hora.
Além
da central de Lares, as centrais licenciadas em 2006 são a da Galp
Energia (860 MW no concelho de Sines), a Tejo Energia – Endesa (940
MW no Pego, concelho de Abrantes), e a Iberdrola (914 MW em
Lavos/Marinha das Ondas, também no concelho de Figueira da Foz), mas
cuja construção se encontra atrasada.
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amanhã.
A
Pollutec Horizons contará, este ano, pela primeira vez com um stand
de Portugal. A Associação Empresarial de Portugal (AEP) assegura,
assim, a presença portuguesa neste evento internacional dedicado a
soluções ambientais que promovam o desenvolvimento sustentável.
A
entidade vai ser um dos cerca de 1400 expositores com lugar marcado
no evento, que decorre de 1 a 4 de Dezembro no parque de exposições
Paris Nord Villepinte, em França. A participação portuguesa
incluirá também empresas como a A4F Algafuel, a Marcovil ou a
Tecnia.
Para
esta edição da Pollutec Horizons são esperados cerca de 40 000
visitantes. A edição anterior, em 2007, contou com 1451 expositores
e 45397 visitantes.
A
Pollutec destaca, a cada dois anos, quais as tendências tecnológicas
mais relevantes no sector ambiental, como apoio de propostas feitas
por centenas de profissionais. Este ano, o certame vai centrar-se,
nomeadamente, nas tecnologias que mais destaque têm tido na área
das biotecnologias.
A
biotecnologia tem um papel transversal no sector do ambiente, defende
a organização do evento, que salienta o seu contributo para a
optimização de técnicas de descontaminação tradicionais, como a
geração de metano ou a gestão de lamas activadas, mas também no
desenvolvimento de tecnologias “limpas” que ajudam a poupar
recursos não-renováveis, como é o caso da bioprodução a partir
da biomassa.
Em
2009, a Pollutec Horizons aponta o sector dos resíduos como um bom
exemplo do que se tem feito e as soluções de aproveitamento
energético dos resíduos são sublinhadas nas tendências
tecnológicas do evento. Já no sector da água, o certame dá
destaque às tecnologias que asseguram uma melhor qualidade da água
abastecida e tratada. Sobre o sector energético, a optimização dos
sistemas para a geração de metano e produção de biogás é vista
como a grande tendência.
A
eficiência energética, outra das prioridades deste ano, terá um
lugar especial no certame. Cerca de 20 empresas de design,
especializadas na poupança de energia, vão juntar-se no mesmo
espaço para mostrar novas soluções no equilibrio energético e
gestão sustentável para os vários sectores, incluíndo indústria,
comércio, serviços e agricultura.
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De
7 a 18 de Dezembro, todas as atenções vão estar centradas na
capital dinamarquesa. Copenhaga recebe a 15ª Conferência
das Partes da Convenção
Quadro das Nações Unidas para as Alterações Climáticas (COP15),
onde se jogará o futuro do sucessor para o Protocolo de Quioto, que
expira em 2012.
Tanto a Dinamarca, presidente e anfitriã do encontro, como as Nações Unidas, acreditam que o sucesso da Cimeira se saldará num “acordo políticamente vinculativo” entre os Governos.
«Penso que existe espaço
para ambição em Copenhaga. Ambição para definir compromissos
globais para reduções de emissão para países desenvolvidos e em
desenvolvimento», frisa Nuno Lacasta, coordenador do comité
executivo da Comissão para as Alterações Climáticas (CAC), ao
AmbienteOnline.
A
expectativa é alta e várias dezenas de Chefes de Estado e de
Governo já confirmaram
a
sua participação no encontro. Uma das presenças mais aguardadas é
mesmo a do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.
Mas,
em Copenhaga, advoga Filipe Duarte Santos, especialista em alterações
climáticas, não vai ser possível chegar a um acordo que substitua
o Protocolo de Quioto «e que inclua compromissos à escala global,
obrigatórios face ao direito internacional, quantificados e
calendarizados de redução das emissões de gases com efeito de
estufa.
Um
dos principais responsáveis por esta situação são os EUA, mais
precisamente «os políticos republicanos dos Estados rurais e
conservadores que têm bloqueado no Senado a nova legislação sobre
o clima proposta pelo Presidente Obama. Contudo, creio que se pode
chegar a acordo sobre os aspectos fundamentais do conteúdo de um
protocolo para um novo regime climático e sobre a calendarização
das negociações necessárias para o concretizar».
Também
para Eduardo Marcos, da Intermoney, a chave para o sucesso da cimeira
encontra-se nas mãos dos Estados Unidos. «Caso se torne um país
signatário, podemos esperar progressos consideráveis a partir de
2013. Caso contrário, os países que até agora chamaram a si o
esforço de promover o Protocolo de Quioto como o principal mecanismo
de combate às alterações climáticas poderão dar um passo atrás»,
alerta
Travar
emissões
As medidas a tomar são
urgentes, já que «ameaça climática está cada vez mais presente»,
salienta Nuno Lacasta. A comprovar esta ideia, um relatório recente
que actualiza os dados do Painel Intergovernamental para as
Alterações Climáticas enfatiza a necessidade de se impedir que a a
subida da temperatura média global ultrapasse os 2ºC, sob pena de
nos confrontarmos com impactes muito pesados.
Para controlar as
alterações climáticas evitando que a temperatura média global da
atmosfera à superfície aumente mais de 2ºC relativamente ao
período pré-industrial, será necessário «diminuir
continuadamente, ano após ano, as emissões globais de gases com
efeito de estufa reduzindo as emissões globais anuais em 2050 para
valores inferiores em 50 por cento a 80 por cento aos de 1990»,
avisa Filipe Duarte Santos.
Definição
de objectivos
Os
países desenvolvidos
devem liderar o
processo, reduzindo as suas emissões colectivas até 30 por cento
dos níveis de 1990 no horizonte de 2020. A União Europeia deu um
exemplo, ao comprometer-se a reduzir em 30 por cento as suas emissões
se outros países desenvolvidos se vincularem a cortes comparáveis,
e aplicou já as medidas tendentes a diminuir em 20 por cento as suas
próprias emissões.
Os
sinais dados nos últimos dias pela China e Estados Unidos vieram
elevar as expectativas em torno da cimeira. A China anunciou que se
compromete a reduzir em 40 a 45 por cento, até 2020, a sua
intensidade carbónica. Já os Estados Unidos propõem-se reduzir 17
por cento até 2020, 30 por cento em 2025 e 42 por cento em 2030, em
relação a 2005. Se comparada com 1990, a redução é de três a 34
por cento.
«Creio
que em Copenhaga teremos, pela primeira vez, um sinal claro de que
todos os países do mundo estão dispostos a, ainda que de maneiras
diferentes, contribuir activamente para a redução da concentração
do CO2 na atmosfera. Tal só poderá ser alcançado através da
redução das emissões, esforço no qual o mercado desempenha um
papel central», enfatiza Gonçalo Cavalheiro, director técnico da
Ecoprogresso.
Contudo,
adverte, «dificilmente veremos metas de curto-médio serem
adoptadas, mas veremos certamente a adopção de uma visão de longo
prazo que indicará o caminho em direcção a uma economia de baixo
carbono em todo o globo».
Mercado
mundial do carbono
A
UE deve procurar criar, até 2015, um mercado do carbono à escala da
OCDE mediante a ligação do seu sistema de comércio de licenças de
emissão a outros sistemas comparáveis de cap-and-trade (limitação
e transacção), a fim de atenuar as alterações climáticas e
reunir fundos para o seu combate. O mercado deve ser alargado às
principais economias emergentes até 2020, com vista à criação de
um mercado mundial do carbono.
O
mecanismo de desenvolvimento limpo instituído pelo Protocolo de
Quioto deve ser reformulado. No caso dos países em desenvolvimento
mais avançados e dos sectores económicos altamente competitivos, o
mecanismo de desenvolvimento limpo deve ser gradualmente substituído
por um mecanismo de crédito sectorial e por sistemas de
cap-and-trade.
Incerteza
no mercado
A
incerteza face ao desfecho da cimeira de Copenhaga não tem permitido
às empresas posicionarem-se até agora. «Os agentes económicos não
actuam porque não sabem quais são as regras do jogo», explica
Eduardo Marcos.
As
próprias empresas precisam de um sinal para saber quando e quanto
investir. Para Viriato Soromenho Marques, conselheiro
do
presidente
da Comissão Europeia,
a tonelada
de carbono deveria ter um preço mínimo de 40 dólares para
«permitir às empresas investir sem medo de perder dinheiro dos
investidores».
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O
software de gestão integrada Aqua-WS, desenvolvido pela Empresa
Metropolitana de Abastecimento e Saneamento de Águas de Sevilha, vai
estar disponível no mercado português, pela mão da empresa
portuguesa privada Tecniamb. O protocolo entre as duas entidades foi
formalizado hoje, no Encontro Nacional de Entidades Gestoras de Água
e Saneamento (ENEG), em Lisboa.
A
parceria distingue-se por ser a entrada inédita no mercado português
de uma entidade pública estrangeira através de uma empresa privada.
A opção foi feita devido a uma necessidade da empresa espanhola de
conhecer melhor o mercado português, garantindo assim um melhor
serviço, considera João Martins, responsável pela Tecniamb, em
declarações ao AmbienteOnline.
As
empresas esperam ter lucros entre 1 e 1,5 milhões de euros em 2010,
no mínimo, com a venda do software e respectivo acompanhamento. A
ferramenta de gestão Aqua-WS permite gerir e acompanhar todos os
processos relacionados com a actividade comercial, manutenção de
redes, obras e infra-estruturas. A concentração de dados de todos
os processos de gestão permite, por exemplo, ter um registo de
padrões consumo de cada cliente, o que torna possível gerir picos
de utilização.
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