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Arquivo de novembro 2009

De
7 a 18 de Dezembro, todas as atenções vão estar centradas na
capital dinamarquesa. Copenhaga recebe a 15ª
Conferência
das Partes da
Convenção
Quadro das Nações Unidas para as Alterações Climáticas (COP15)
,
onde se jogará o futuro do sucessor para o Protocolo de Quioto, que
expira em 2012.

Tanto a Dinamarca, presidente e anfitriã do encontro, como as Nações Unidas, acreditam que o sucesso da Cimeira se saldará num “acordo políticamente vinculativo” entre os Governos.

«Penso que existe espaço
para ambição em Copenhaga. Ambição para definir compromissos
globais para reduções de emissão para países desenvolvidos e em
desenvolvimento», frisa Nuno Lacasta, coordenador do comité
executivo da Comissão para as Alterações Climáticas (CAC), ao
AmbienteOnline.

A
expectativa é alta e várias dezenas de Chefes de Estado e de
Governo já confirmaram
a
sua participação no encontro. Uma das presenças mais aguardadas é
mesmo a do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.

Mas,
em Copenhaga, advoga Filipe Duarte Santos, especialista em alterações
climáticas, não vai ser possível chegar a um acordo que substitua
o Protocolo de Quioto «e que inclua compromissos à escala global,
obrigatórios face ao direito internacional, quantificados e
calendarizados de redução das emissões de gases com efeito de
estufa.

Um
dos principais responsáveis por esta situação são os EUA, mais
precisamente «os políticos republicanos dos Estados rurais e
conservadores que têm bloqueado no Senado a nova legislação sobre
o clima proposta pelo Presidente Obama. Contudo, creio que se pode
chegar a acordo sobre os aspectos fundamentais do conteúdo de um
protocolo para um novo regime climático e sobre a calendarização
das negociações necessárias para o concretizar».

Também
para Eduardo Marcos, da Intermoney, a chave para o sucesso da cimeira
encontra-se nas mãos dos Estados Unidos. «Caso se torne um país
signatário, podemos esperar progressos consideráveis a partir de
2013. Caso contrário, os países que até agora chamaram a si o
esforço de promover o Protocolo de Quioto como o principal mecanismo
de combate às alterações climáticas poderão dar um passo atrás»,
alerta

Travar
emissões

As medidas a tomar são
urgentes, já que «ameaça climática está cada vez mais presente»,
salienta Nuno Lacasta. A comprovar esta ideia, um relatório recente
que actualiza os dados do Painel Intergovernamental para as
Alterações Climáticas enfatiza a necessidade de se impedir que a a
subida da temperatura média global ultrapasse os 2ºC, sob pena de
nos confrontarmos com impactes muito pesados.
Para controlar as
alterações climáticas evitando que a temperatura média global da
atmosfera à superfície aumente mais de 2ºC relativamente ao
período pré-industrial, será necessário «diminuir
continuadamente, ano após ano, as emissões globais de gases com
efeito de estufa reduzindo as emissões globais anuais em 2050 para
valores inferiores em 50 por cento a 80 por cento aos de 1990»,
avisa Filipe Duarte Santos.

Definição
de objectivos

Os
países desenvolvidos

devem liderar o
processo, reduzindo as suas emissões colectivas até 30 por cento
dos níveis de 1990 no horizonte de 2020. A União Europeia deu um
exemplo, ao comprometer-se a reduzir em 30 por cento as suas emissões
se outros países desenvolvidos se vincularem a cortes comparáveis,
e aplicou já as medidas tendentes a diminuir em 20 por cento as suas
próprias emissões.

Os
sinais dados nos últimos dias pela China e Estados Unidos vieram
elevar as expectativas em torno da cimeira. A China anunciou que se
compromete a reduzir em 40 a 45 por cento, até 2020, a sua
intensidade carbónica. Já os Estados Unidos propõem-se reduzir 17
por cento até 2020, 30 por cento em 2025 e 42 por cento em 2030, em
relação a 2005. Se comparada com 1990, a redução é de três a 34
por cento.

«Creio
que em Copenhaga teremos, pela primeira vez, um sinal claro de que
todos os países do mundo estão dispostos a, ainda que de maneiras
diferentes, contribuir activamente para a redução da concentração
do CO2 na atmosfera. Tal só poderá ser alcançado através da
redução das emissões, esforço no qual o mercado desempenha um
papel central», enfatiza Gonçalo Cavalheiro, director técnico da
Ecoprogresso.

Contudo,
adverte, «dificilmente veremos metas de curto-médio serem
adoptadas, mas veremos certamente a adopção de uma visão de longo
prazo que indicará o caminho em direcção a uma economia de baixo
carbono em todo o globo».

Mercado
mundial do carbono


A
UE deve procurar criar, até 2015, um mercado do carbono à escala da
OCDE mediante a ligação do seu sistema de comércio de licenças de
emissão a outros sistemas comparáveis de cap-and-trade (limitação
e transacção), a fim de atenuar as alterações climáticas e
reunir fundos para o seu combate. O mercado deve ser alargado às
principais economias emergentes até 2020, com vista à criação de
um mercado mundial do carbono.

O
mecanismo de desenvolvimento limpo instituído pelo Protocolo de
Quioto deve ser reformulado. No caso dos países em desenvolvimento
mais avançados e dos sectores económicos altamente competitivos, o
mecanismo de desenvolvimento limpo deve ser gradualmente substituído
por um mecanismo de crédito sectorial e por sistemas de
cap-and-trade.


Incerteza
no mercado

A
incerteza face ao desfecho da cimeira de Copenhaga não tem permitido
às empresas posicionarem-se até agora. «Os agentes económicos não
actuam porque não sabem quais são as regras do jogo», explica
Eduardo Marcos.

As
próprias empresas precisam de um sinal para saber quando e quanto
investir. Para Viriato Soromenho Marques,
conselheiro
do

presidente
da Comissão Europeia,

a tonelada
de carbono deveria ter um preço mínimo de 40 dólares para
«permitir às empresas investir sem medo de perder dinheiro dos
investidores».

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amanhã.

A
Pollutec Horizons contará, este ano, pela primeira vez com um stand
de Portugal. A Associação Empresarial de Portugal (AEP) assegura,
assim, a presença portuguesa neste evento internacional dedicado a
soluções ambientais que promovam o desenvolvimento sustentável.

A
entidade vai ser um dos cerca de 1400 expositores com lugar marcado
no evento, que decorre de 1 a 4 de Dezembro no parque de exposições
Paris Nord Villepinte, em França. A participação portuguesa
incluirá também empresas como a A4F Algafuel, a Marcovil ou a
Tecnia.

Para
esta edição da Pollutec Horizons são esperados cerca de 40 000
visitantes. A edição anterior, em 2007, contou com 1451 expositores
e 45397 visitantes.

Áreas
em destaque

A
Pollutec destaca, a cada dois anos, quais as tendências tecnológicas
mais relevantes no sector ambiental, como apoio de propostas feitas
por centenas de profissionais. Este ano, o certame vai centrar-se,
nomeadamente, nas tecnologias que mais destaque têm tido na área
das biotecnologias.

A
biotecnologia tem um papel transversal no sector do ambiente, defende
a organização do evento, que salienta o seu contributo para a
optimização de técnicas de descontaminação tradicionais, como a
geração de metano ou a gestão de lamas activadas, mas também no
desenvolvimento de tecnologias “limpas” que ajudam a poupar
recursos não-renováveis, como é o caso da bioprodução a partir
da biomassa.

Em
2009, a Pollutec Horizons aponta o sector dos resíduos como um bom
exemplo do que se tem feito e as soluções de aproveitamento
energético dos resíduos são sublinhadas nas tendências
tecnológicas do evento. Já no sector da água, o certame dá
destaque às tecnologias que asseguram uma melhor qualidade da água
abastecida e tratada. Sobre o sector energético, a optimização dos
sistemas para a geração de metano e produção de biogás é vista
como a grande tendência.

A
eficiência energética, outra das prioridades deste ano, terá um
lugar especial no certame. Cerca de 20 empresas de design,
especializadas na poupança de energia, vão juntar-se no mesmo
espaço para mostrar novas soluções no equilibrio energético e
gestão sustentável para os vários sectores, incluíndo indústria,
comércio, serviços e agricultura.

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Eis uma bela foto que mostra três soldados relaxando em uma base no Afeganistão, assistindo a filmes em seus laptops. A questão é: que filmes? [Big Picture]

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Isso é bom, mas ruim. A Apple resolveu este ano não fazer ofertas absurdas na Black Friday, o dia de megadescontos nas lojas dos EUA. A loja brasileira, primeira que resolveu importar o costume, repetiu as ofertas dos produtos que tinha em estoque, talvez até um pouco melhor. O iWork, por exemplo, ganhou desconto de US$ 11 lá e R$ 71 aqui. Sensacional? Não.

Por aqui, são no total sete produtos com desconto especial da Black Friday, que só interessam quem já tem produtos Apple. Não dá pra saber se os Macbooks, com desconto de R$ 311, ou os iPod Nano, com desconto de R$ 41, estão com esse preço por alguma ocasião especial. De qualquer forma, na Fast Shop você encontra qualquer desses produtos da Apple com desconto melhor. Mas hey, por causa da Black Friday, o headphone in-ear top de linha para iPhone de R$ 319 caiu para R$ 304. Oportunidade?

Fail.

[Apple Store Brasil e Apple Store US]

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FAIL

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Richard Carter prendeu cerca de 200 peixes e lagostas cantantes em um Volvo 240 e conectou-os a um servidor Linux para criar o Sashimi Tabernacle Choir (coro tabernáculo de sashimi). Estranho? Irritante? Muito louco? Sim.

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BIZARRO

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Google Google Google Google Google Google. Oogle. Ogle. Gle. Le. E. Ow.

[GoogleGoogleGoogleGoogle via BuzzFeed]

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google

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Revelado no Nokia World em setembro, o Nokia X6 chegou ontem com tela widescreen sensível ao toque capacitiva (como a do iPhone), Symbian S60 5th com uma interface aparentemente mais moderna, serviço Comes With Music de downloads ilimitados de música, e saída para TV. Sim, ele chegou ontem — mas não para você, tolinho.

Ele chegou para os sortudos da Finlândia e do Reino Unido que o compraram na pré-venda. O novo smartphone ainda tem câmera de 5 megapixels com LED, 32GB de memória interna e tela inicial voltada para mídia e redes sociais. Além disso, ele é fininho (13,8mm) — e convenhamos, lindo. Tudo por 450 euros, cerca de 670 dólares, sem subsídio da operadora. [Nokia X6Engadget]

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Nokia

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Foram tentativas e tentativas para civilizar Bart Simpson, o moleque mais atentado da televisão. A cena dele escrevendo frases "corretivas" repetidamente ficou tão típica da abertura da série que os próprios produtores resolveram brincar com isso. 

E um site fez uma coleção de frases de lousa do Bart. Veja na Trendy House Pepsi

.

 

 

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Super Street Fighter IV terá obviamente mais lutadores do que SFIV – alguns velhos, outros não tão velhos. O vídeo abaixo mostra os novos rostos, que incluem Guy, Cody e Adon.

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luta

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Primeiro o Pirate Bay desliga seu tracker, agora o Mininova desiste de torrents protegidos por direitos autorais. A situação ficou mais difícil para os piratas.

O Mininova estava numa situação delicada desde agosto: segundo decisão de corte holandesa, eles seriam multados em 1.500 dólares por cada link de conteúdo ilegal. Segundo o blog oficial do Mininova, eles estavam testando vários sistemas de filtro nos últimos meses, mas nada que funcionasse 100%. Então, depois de 10 bilhões de torrents servidos, o site vai se tornar apenas um "distribuidor de conteúdo" — serviço que o Mininova oferece desde 2007 para produtores e artistas que desejem publicar álbuns ou documentários de graça. Isso, e ISOs do Linux, vão povoar o Mininova daqui em diante, o que tira o propósito que a maioria de nós tínhamos: baixar CDs e filmes vagabundos que não merecem nosso dinheiro, por exemplo.

E agora? O Pirate Bay acabou, mas com uma nota de esperança para os piratas: o site vai apoiar protocolos descentralizados, como o DHT e o PEX, mas proibir links ilegais deixa tudo mais difícil. Mas se alguém acha que os torrents ilegais vão acabar, alguém está redondamente enganado. Há quatro alternativas ao Pirate Bay de pé! [Mininova via InsideTechno]

Categoria: 
TORRENTS

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