Futuro do ambiente joga-se em Copenhaga
Publicado por admin e arquivado em Ambiente, tags: Ambiente7 a 18 de Dezembro, todas as atenções vão estar centradas na
capital dinamarquesa. Copenhaga recebe a 15ª Conferência
das Partes da Convenção
Quadro das Nações Unidas para as Alterações Climáticas (COP15),
onde se jogará o futuro do sucessor para o Protocolo de Quioto, que
expira em 2012.
para ambição em Copenhaga. Ambição para definir compromissos
globais para reduções de emissão para países desenvolvidos e em
desenvolvimento», frisa Nuno Lacasta, coordenador do comité
executivo da Comissão para as Alterações Climáticas (CAC), ao
AmbienteOnline.
expectativa é alta e várias dezenas de Chefes de Estado e de
Governo já confirmaram
sua participação no encontro. Uma das presenças mais aguardadas é
mesmo a do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama.
em Copenhaga, advoga Filipe Duarte Santos, especialista em alterações
climáticas, não vai ser possível chegar a um acordo que substitua
o Protocolo de Quioto «e que inclua compromissos à escala global,
obrigatórios face ao direito internacional, quantificados e
calendarizados de redução das emissões de gases com efeito de
estufa.
dos principais responsáveis por esta situação são os EUA, mais
precisamente «os políticos republicanos dos Estados rurais e
conservadores que têm bloqueado no Senado a nova legislação sobre
o clima proposta pelo Presidente Obama. Contudo, creio que se pode
chegar a acordo sobre os aspectos fundamentais do conteúdo de um
protocolo para um novo regime climático e sobre a calendarização
das negociações necessárias para o concretizar».
para Eduardo Marcos, da Intermoney, a chave para o sucesso da cimeira
encontra-se nas mãos dos Estados Unidos. «Caso se torne um país
signatário, podemos esperar progressos consideráveis a partir de
2013. Caso contrário, os países que até agora chamaram a si o
esforço de promover o Protocolo de Quioto como o principal mecanismo
de combate às alterações climáticas poderão dar um passo atrás»,
alerta
emissões
urgentes, já que «ameaça climática está cada vez mais presente»,
salienta Nuno Lacasta. A comprovar esta ideia, um relatório recente
que actualiza os dados do Painel Intergovernamental para as
Alterações Climáticas enfatiza a necessidade de se impedir que a a
subida da temperatura média global ultrapasse os 2ºC, sob pena de
nos confrontarmos com impactes muito pesados.
alterações climáticas evitando que a temperatura média global da
atmosfera à superfície aumente mais de 2ºC relativamente ao
período pré-industrial, será necessário «diminuir
continuadamente, ano após ano, as emissões globais de gases com
efeito de estufa reduzindo as emissões globais anuais em 2050 para
valores inferiores em 50 por cento a 80 por cento aos de 1990»,
avisa Filipe Duarte Santos.
de objectivos
países desenvolvidos
devem liderar o
processo, reduzindo as suas emissões colectivas até 30 por cento
dos níveis de 1990 no horizonte de 2020. A União Europeia deu um
exemplo, ao comprometer-se a reduzir em 30 por cento as suas emissões
se outros países desenvolvidos se vincularem a cortes comparáveis,
e aplicou já as medidas tendentes a diminuir em 20 por cento as suas
próprias emissões.
sinais dados nos últimos dias pela China e Estados Unidos vieram
elevar as expectativas em torno da cimeira. A China anunciou que se
compromete a reduzir em 40 a 45 por cento, até 2020, a sua
intensidade carbónica. Já os Estados Unidos propõem-se reduzir 17
por cento até 2020, 30 por cento em 2025 e 42 por cento em 2030, em
relação a 2005. Se comparada com 1990, a redução é de três a 34
por cento.
que em Copenhaga teremos, pela primeira vez, um sinal claro de que
todos os países do mundo estão dispostos a, ainda que de maneiras
diferentes, contribuir activamente para a redução da concentração
do CO2 na atmosfera. Tal só poderá ser alcançado através da
redução das emissões, esforço no qual o mercado desempenha um
papel central», enfatiza Gonçalo Cavalheiro, director técnico da
Ecoprogresso.
adverte, «dificilmente veremos metas de curto-médio serem
adoptadas, mas veremos certamente a adopção de uma visão de longo
prazo que indicará o caminho em direcção a uma economia de baixo
carbono em todo o globo».
mundial do carbono
A
UE deve procurar criar, até 2015, um mercado do carbono à escala da
OCDE mediante a ligação do seu sistema de comércio de licenças de
emissão a outros sistemas comparáveis de cap-and-trade (limitação
e transacção), a fim de atenuar as alterações climáticas e
reunir fundos para o seu combate. O mercado deve ser alargado às
principais economias emergentes até 2020, com vista à criação de
um mercado mundial do carbono.
O
mecanismo de desenvolvimento limpo instituído pelo Protocolo de
Quioto deve ser reformulado. No caso dos países em desenvolvimento
mais avançados e dos sectores económicos altamente competitivos, o
mecanismo de desenvolvimento limpo deve ser gradualmente substituído
por um mecanismo de crédito sectorial e por sistemas de
cap-and-trade.
no mercado
incerteza face ao desfecho da cimeira de Copenhaga não tem permitido
às empresas posicionarem-se até agora. «Os agentes económicos não
actuam porque não sabem quais são as regras do jogo», explica
Eduardo Marcos.
próprias empresas precisam de um sinal para saber quando e quanto
investir. Para Viriato Soromenho Marques, conselheiro
do
presidente
da Comissão Europeia,
a tonelada
de carbono deveria ter um preço mínimo de 40 dólares para
«permitir às empresas investir sem medo de perder dinheiro dos
investidores».





Foram tentativas e tentativas para civilizar Bart Simpson, o moleque mais atentado da televisão. A cena dele escrevendo frases "corretivas" repetidamente ficou tão típica da abertura da série que os próprios produtores resolveram brincar com isso.
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